Acupuntura na gravidez

Prática chinesa ajuda nas dores lombares e enjôos do primeiro trimestre da gestação.

Usar qualquer medicamento na gravidez é sempre motivo de insegurança, principalmente nos três primeiros meses da gestação, quando muitas substâncias podem levar ao aborto espontâneo. Como alternativa para aliviar eventuais desconfortos, a acupuntura pode ser extremamente benéfica durante esse período.

A técnica vem da medicina tradicional chinesa e consiste na estimulação das terminações nervosas do corpo por meio de finas agulhas que atravessam a camada superior da pele. Geralmente, elas são aplicadas nas mãos, pés, orelhas e costas, com o objetivo de equilibrar a energia do organismo e, assim, fazê-lo curar ou prevenir doenças por si só.

Na gravidez, a acupuntura ajuda a amenizar as dores e o inchaço nas pernas e, também, o incômodo nas costas, que ocorrem tanto durante a gestação – devido ao excesso de peso da barriga – quanto após o parto, quando ocorre uma nova mudança, dessa vez mais abrupta em relação ao peso, e a coluna sente – sem contar o peso do bebê e, algumas vezes, a má postura na hora de amamentar. Doenças que necessitariam de antibióticos, como inflamações na garganta também podem ser tratadas com as agulhas.

Além disso, a técnica auxilia no combate aos corriqueiros enjôos e vômitos, típicos do início da gestação, e ajuda a encaixar o bebê para o parto normal. É possível estimular ou diminuir as contrações uterinas que, por sua vez, vão acertar a posição do bebê para o parto.

A técnica pode ser realizada antes mesmo da fecundação e se estender até depois do parto. A prática melhora a qualidade das células reprodutivas (óvulo e espermatozóide). Antes da concepção, a mulher e o homem podem se submeter à acupuntura. A prática vai deixar as células reprodutivas mais saudáveis e fortes e, assim, facilitar a fecundação.